Derrotar a cosmética discursiva do desempenho imoral é um imperativo para as sociedades democráticas (Plato, 380BC), se estas quiserem perseguir os seus ideais de verdade, integridade ética e justiça social.
Este estudo ancora-se no pressuposto de que a competência narrativa é um sistema cognitivo (Talmy, 2000) que molda o quadro dinâmico e a consistência do significado a três níveis: semântica performativa, semântica informativa e semântica existencial (Brandt, 2020).
A partir desta perspectiva, realiza-se um exame crítico das narrativas mediáticas, académicas e governamentais sobre os Rankings Escolares e do modo como estas narrativas desencadeiam outras narrativas cujo efeito é mascarar a persistência de desigualdades educativas e sociais e as políticas informais que as ignoram.
Na segunda parte, este ensaio prossegue que há uma estrutura cognitiva comum nestas narrativas de mascaramento ou de cosmética das desigualdades.
A partir da teoria dos espaços mentais e da integração conceptual (Brandt, 2020), descreve-se então como diferentes histórias ou narrativas são geradas, revelando o significado que elas enraízam no espaço comunicacional tem o efeito de mascarar as desigualdades sociais e educativas.